Para que serve a comunicação? “José Saramago” – Texto na íntegra e comentário crítico


Para que serve a comunicação?

José Saramago – Escritor português. Prêmio Nobel de Literatura de 1998.

As novas tecnologias da comunicação multiplicam de modo excepcional a quantidade de informações disponíveis. Isso é ao mesmo tempo fascinante e inquietante. Fascinante porque se nota que transformações muito positivas, em matéria de educação e formação, estão ao alcance da mão. Inquietante porque tudo isso mostra um mundo sobre o qual pairam as ameaças de desumanização e de manipulação.

Um grande filósofo espanhol do século XIX, Francisco Goya, mais conhecido como pintor, escreveu um dia: “O sonho da razão engendra monstros”.

No momento em que explodem as tecnologias da comunicação, nós podemos perguntar se elas não estão a caminho de engendrar monstros de um novo tipo. Certo, essas novas tecnologias são elas mesmas o fruto da reflexão, da razão. Mas se trata de uma razão desperta, no verdadeiro sentido da palavra, isto é, atenta, vigilante, crítica, obstinadamente crítica?

Ou se trata de uma razão sonolenta, adormecida, que no momento de inventar, criar, imaginar e criar, imagina efetivamente monstros?

Ao final do século XIX, quando a ferrovia se impôs como um avanço em matéria de comunicação, alguns espíritos atrasados afirmavam que essa máquina era aterrorizadora e que, nos túneis, as pessoas morreriam asfixiadas.

Eles sustentavam que a uma velocidade superior a 50km/h o sangue sairia pelo nariz e pelas orelhas e que os viajantes morreriam em meio a terríveis convulsões.

Esses são os apocalípticos, os pessimistas profissionais. Duvidam sempre do progresso da razão, a qual, segundo os obscurantistas, não pode produzir nada de bom. Mesmo que eles estejam profundamente equivocados, devemos admitir que quase sempre os progressos são bons e maus ao mesmo tempo.

A Internet é uma tecnologia que não é nem boa nem má em si. Só o uso que se fará dela é que nos conduzirá a um julgamento. É por isso que a razão hoje, mais do que nunca, não pode adormecer.

Se uma pessoa recebesse em sua casa, por dia, 500 jornais do mundo inteiro, provavelmente seria considerada louca; e seria verdade, pois quem senão um louco pode se propor a ler 500 jornais por dia?

Alguns esquecem essa evidência quando se satisfazem anunciando que no futuro, graças à revolução numérica, nós poderemos receber 500 canais de televisão.

O feliz assinante dos 500 canais será inevitavelmente tomado de uma impaciência febril que nenhuma imagem poderá saciar. Ele vai se perder num labirinto vertiginoso de zapping permanente. Consumirá as imagens, mas não se informará.

Diz-se às vezes que uma imagem vale mais do que mil palavras. É falso. As imagens têm quase sempre a necessidade de um texto explicativo. Foi dito que graças às novas tecnologias nós chegaríamos no futuro à beira da comunicação total. A expressão é enganosa, ela deixa crer que atualmente a totalidade dos seres humanos do planeta possa comunicar-se.

Lamentavelmente isso não ocorre. Apenas 3% da população da Terra têm acesso a um computador: e os que utilizam a Internet são ainda menos numerosos. A imensa maioria de nossos irmãos humanos ignora até hoje a existência dessas novas tecnologias.

Neste momento eles não dispõem das conquistas elementares da velha revolução industrial: água potável, eletricidade, escola, hospital, estradas, trens, refrigeradores, automóveis etc. Se nada for feito, a atual revolução da informação passará igualmente ao largo dessas pessoas.

A informação só nos torna mais sábios se ela nos aproxima das pessoas. Assim, com a possibilidade de ter acesso, à distância, a todos os documentos dos quais necessitamos, o risco de desumanização e de ignorância aumenta.

No futuro, a chave da cultura não está na experiência e no saber, mas na atitude de buscar a informação nos múltiplos canais que oferece a Internet. Pode-se ignorar o mundo, não saber em que universo social, econômico e político se vive, e dispor de toda a informação possível.

A comunicação deixa, assim, de ser uma forma de comunhão. Como não lamentar o fim daquela comunicação real, direta, pessoa a pessoa?

Com obsessão, vê-se concretizar o cenário do pesadelo anunciado pela ficção científica: cada qual fechado em seu apartamento, isolado de tudo e de todos, na solidão mais terrível, mas ligado na Internet e em comunicação com todo o planeta. O fim do mundo material, da experiência, do contato concreto, carnal…a dissolução dos corpos.

Pouco a pouco nos sentimos tomados pela realidade virtual. Esta, apesar do que se pretende, é velha como o mundo, velha como nossos sonhos. E nossos sonhos nos conduziram a universos virtuais extraordinários, fascinantes, a continentes novos, desconhecidos, onde vivemos experiências excepcionais, de aventuras, de amores, de perigos. E às vezes a pesadelos. Contra o que nos advertiu Goya.

Sem que isso signifique entretanto o fim da imaginação, da criação e da invenção, pois por isso se paga muito bem.

É acima de tudo uma questão de ética. Qual é a ética daqueles que, como o sr. Bill Gates e Microsoft querem a todo custo ganhar a guerra das novas tecnologias para obter o maior benefício pessoal?

Qual é a ética dos raiders e dos golden boys que especulam na bolsa servindo-se dos avanços da tecnologia da comunicação para arruinar os Estados ou levar à falência centenas de empresas pelo mundo afora?

Qual é a ética dos generais do Pentágono que, aproveitando-se dos privilégios do progresso, das imagens sintéticas, programam mais eficazmente seus mísseis tomahawk para semear a morte?

Impressionada, intimidada pelo discurso modernista e tecnicista, a maioria dos cidadãos capitula. Eles aceitam adaptar-se ao novo mundo que se anuncia como inevitável. Já não fazem nada para opor-se. São passivos, inertes, cúmplices. Dão a impressão de haver renunciado. Renunciado a seus direitos e a seus deveres. Em particular, ao dever de protestar, de levantar-se, de sublevar-se.

Como se a exploração tivesse desaparecido, e a manipulação dos espíritos tivesse sido extinta.

Como se o mundo estivesse sendo governado por inocentes, e como se a comunicação tivesse se tornado subitamente um assunto de anjos.


Comentário crítico do texto “Para que serve a comunicação”, de José Saramago.

 

No texto “Para que serve a comunicação”, José Saramago expõe as fragilidades e impactos da tecnologia na sociedade contemporânea.

Apesar das facilidades em obter informação sobre os acontecimentos e novidades mundiais que a internet proporciona às pessoas, ela também as afasta e mecaniza a interação pessoal entre estas. É fato que a partir do momento que as máquinas com suas tecnologias ocupam o espaço que deveria ser das relações pessoais diretas, ocorre uma desumanização frente às situações apresentadas corriqueiramente; acontece uma falta de sensibilidade.

jose saramago para que serve a comunicacao blog juhroyalA internet modificou a forma das pessoas se relacionarem e essa virtualidade supõe além da insensibilidade, a superficialidade ao tratar as situações corriqueiras da vida. Como exemplo disto, pode-se destacar o fato de que ao invés de visitar alguém ou marcar um encontro pessoal com algum amigo, hoje é preferível fazer uma ligação, enviar uma mensagem de texto pelo aplicativo WhatsApp ou até mesmo fazer uma chamada de vídeo pelo aplicativo Skype. A relação “tête-à-tête” já não tem mais a mesma importância.

É fato que o advento das tecnologias “facilitando” a comunicação e as relações pessoais é motivada pela mudança da rotina na vida das pessoas. Nos grandes centros urbanos, metrópoles e megalópes, como é a cidade de São Paulo, é comum que os cidadãos morem longe de seus locais de trabalho e a oferta de cultura e lazer também fica distante das residências, uma vez que concentram-se nos centros. Por conta dessas motivações e mudanças, as pessoas têm menos tempo para interagir diretamente com seus entes e amigos e aderem à tecnologia como paliativo nestas relações pessoais.

A oferta apelativa de tecnologia pelos meios de comunicação também contribui para a sua rápida disseminação e aderência por parte da sociedade. Oxalá que a sociedade perceba que deve existir um equilíbrio na aceitação da tecnologia e que as relações pessoais diretas não emburreçam a ponto de desumanizarem-se.

Juliana Souza Rodrigues 

Comentário crítico proposto pela disciplina Comunicação Empresarial, Fatec – Zona Leste, 2015.

O Interacionismo Social



O Interacionismo Social diz respeito às pesquisas feitas em determinados grupos da sociedade, onde a pessoa que pesquisa também interage com o meio, fazendo parte da informação.

Geralmente este tipo de ação é feita nas regiões suburbanas, na tentativa de evidenciar os problemas comuns àquela comunidade, e o porquê da presença dos mesmos; o que levou a população a determinado problema.

Neste processo de pesquisa, o investigador faz um levantamento de informações, verificando a comunidade com base na Sociologia Urbana, estudo típico da Escola de Chicago, que são dos problemas referentes a migração desordenada a determinado local, por exemplo, mostrando a falta de oferta de emprego, a criminalidade, a falta de escolas, entre outros fatores que os estudiosos encaram como uma patologia.

Mediante a localização destes problemas, pode-se usar da chamada Ecologia Humana para estabelecer um entendimento destes através do lugar social.

Por fim, trago uma breve analogia, uma vez que o tema de problemas urbanos é frequentemente retratado na literatura e em filmografias, como por exemplo, no livro nacional, “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo, obra que também tem fundamento no darwinismo, onde mostra a miséria e a violência.

 

Juliana Souza 

Trabalho proposto pela disciplina online Teoria da Comunicação.


Os Direitos do Homem


Assim como Kant se perguntava se o homem estava em direção ao progresso, eu também o fazia. Mas ao ler este capítulo do Bobbio, reavivou em mim, o quanto o homem tenta esquematizar a sociedade.

Fica evidente a moral que perdura já há tanto tempo na história da sociedade, muitas vezes vinculada ao autoritarismo, e a ética, este questionamento da moral, no qual enxergo o nascimento destas normas, dos 10 mandamentos, da Lei das 12 tábuas, entre outras tantas que nascem de credos, ou de direito à liberdade religiosa…

É de um sentimento de liberdade que nascem estas Declarações, na verdade de um sentimento de constitucionalizar algo que dê autonomia à sociedade, e ao indivíduo, um direito.

O direito de igualdade e liberdade, que são apenas teses, já que devemos considerar os fatores históricos e sociais das pessoas, uma utopia constitucionalizada. Uma utopia que não garante os direitos de alguns povos da Liga Árabe, que lutam pela queda de governos ditatoriais, mas que não estão tendo o direito à liberdade políticas e de expressão que são deles, quer dizer, nosso, uma vez que a Organização é das Nações Unidas.

Onde está o direito do povo em por limites ao poder dos soberanos, como li a pouco no texto?

Não sou anarquista, mas concluo concordando que os direitos estão muito mais na consciência individual e na cultura de cada povo: “são de cada um de nós, em sua própria esfera de pensamento e de ação”.

 

Juliana Souza

Crítica pessoal – Capítulo 9 – Os Direitos do Homem

(Livro Teoria Geral da Política, Norberto Bobbio)

Trabalho proposto pelo Professor Josué Makoto

Disciplina: Ciência Política

 

Louco Genial


Você acorda, levanta, reclama e faz tudo igual

Luta para ser aceito, notado e sair no jornal

Corre atrás do vento como uma máquina imortal

Morre sem curtir a vida e jura ser uma pessoa normal

 

Olha para mim e me diz com ironia social

Eis aí um maluco, um sujeito anormal

Sim, mas não vivo como você em liberdade condicional

Sou o que sou, uma mente livre, um louco genial.

Livro: De gênio e louco todo mundo tem um pouco 

Augusto Cury

O Menino Maluquinho


Achei uma relíquia na minha bibliotequinha: a edição comemorativa de 1.000.000 de exemplares de “O Menino Maluquinho”.

Com muitos inhos, o livrinho do Menino Maluquinho, tem 107 páginas e cabe na palma da mão. Com certeza não foi escrito apenas para crianças, pois a leitura é agradável a todos; cada um se colocando no papel ou da mãe, ou do amiguinho, ou do professor. O livro fala até mesmo do divórcio de seus pais.

No final, Ziraldo dá os créditos para as crianças que fizeram a arte do livro e finaliza: Rio de Janeiro, em julho de 1980.

Fantástico… Para todas as idades!

Juliana Souza

Casa de Bonecas – Henrik Ibsen


42° melhor livro de todos os tempos

Como  falar em uma mulher que no século XIX abandona marido e filhos, buscando entender a si própria?

Foi justamente o que Nora fez!

Uma história intrigante e com desfecho inesperado.

A peça fala de uma mulher, Nora Helmer, uma dona de casa de classe média, que com a ajuda de empregados, cria os filhos e cuida para que o marido se sinta sempre bem. Mas essa exemplar mulher esconde algo, que é o desvencilhar da história: uma vez adoecido seu marido Sr Helmer, precisou de tratamento, e ela mentindo ter pego empréstimo com o pai para pagar as despesas, na verdade estava nas mãos de um agiota, que a troco de um emprego no banco em que seu marido era diretor, lhe devolveria a última nota promissória, que ela mesmo havia falsificado a assinatura, um crime.

A inocente Nora estava desesperada em pensar no que poderia ocorrer, mas sempre acreditou que o marido não a condenaria, e entenderia que o que fez foi por amor.

Em meio a tantos ocorridos, sua amiga Linde promete ajudá-la, e o faz, convencendo o agiota a se casar com ela, com a condição de devolver a nota para Norma; ele concede ao pedido, e devolve-a. Mas já era tarde. Uma carta dele contando a verdade já estava na caixa de correio dos Helmer, e o marido ao ler dá a sentença a Nora: ela não educaria mais os filhos, e eles seriam casados apenas pelas aparências.

E ela que acreditava na compaixão dele, pobre Nora. Mas o inesperado acontece e ele, ao ver uma outra carta, se depara com a maldita promissória. Então diz a ela que estava tudo bem, mas quem já não estava bem era Norma.

Nora dá um banho de personalidade, que pra mim estava escondida até então, e diz a ele que estava cansada de nunca terem conversado seriamente, de ser uma boneca em suas mãos. Ela já não o amava. E assim vai embora de casa.

Nossa, que loucura, que reviravolta… é exatamente o que acontece.

Hoje isso não teria repercussão, ao contrário da época em que a peça de Ibsen saiu pelos teatros afora, um estardalhaço na sociedade. A obra foi muito criticada, além das feministas que viram nela um refúgio, o que já era esperado.

É uma das 100 melhores obras pra se ler!

Juliana Souza

Os 100 melhores livros de sempre!


Tracei uma meta, mas não sei quando chegarei a meu objetivo, e ele é: Ler todos os livros desta lista!

Depois de muita pesquisa encontrei uma lista feita por um órgão competente, voltado apenas para esta louvável causa: escolher quais os melhores livros (incluindo os teatrais) de todos os tempos. Foi em 2002, escolhidos por 100 escritores de 54 países, onde o primeiro colocado, Dom Quixote, teve mais de 50% dos votos.

(A leitura de clássicos posterior a este post, estarão em cor verde.)

Fiquei muito feliz de no auge dos meus 17 aninhos, já ter lido 4 deles, os quais são:  Casa das Bonecas Henrik Ibsen, 1984 George Orwell,  Hamlet William Shakespeare e Othello William Shakespeare. A cada livro que ler, farei uma recomendação em forma de crônica, dissertação ou resenha.

Segue a brilhante lista:

Dom Quixote Miguel Cervantes (1547-1616) Espanha

Things fall Apart Vhinua Achebe (1930) Nigéria

Os Mais Belos Contos Hans Christian Andersen (1805-1875) Dinamarca

Orgulho e Preconceito Jane Austen (1775-1817) Inglaterra

Pai Goriot Honoré de Balzac (1799-1850) França

Trilogia: Molloy, Malone está a morrer, O Inominável, Samuel Beckett (1906-1989) Irlanda

Decameron Giovanni Boccaccio (1313-1375) Itália

Ficções Jorge Luis Borges (1899-1986) Argentina

O Monte dos Vendavais Emily Bronte (1818-1848) Inglaterra

10 O Estrangeiro Albert Camus (1913-1960) França

11 Poemas Paul Celan (1920-1970) Roménia

12 Viagem ao Fim da Noite Ferdinand Celine (1894-1961) França

13 Contos da Cantuária Geoffrey Chaucer (1340-1400) Inglaterra

14 Nostromo Joseph Conrad (1857-1924) Inglaterra

15 A Divina Comédia Dante Alighieri (1265-1321) Itália

16 Grandes Esperanças Charles Dickens (1812-1870) Inglaterra

17 Jacques, o Fatalista Denis Diderot (1713-1784) França

18 Berlin Alexanderplatz Alfred Doblin (1878-1957) Alemanha

19 Crime e Castigo Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia

20 O Idiota Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia

21 Os Possessos Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia

22 Os Irmãos Karámazov Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia

23 Middlemarch George Eliot (1819-1880) Inglaterra

24 O Homem Invisível Ralph Ellison (1914-1994) U.S.A

25 Medea Euripides (480-406 A.C.) Grécia

26 Absalão, Absalão William Faulkner (1897-1962) U.S.A

27 O Som e a Fúria William Faulkner (1897-1962) U.S.A

28 Madame Bovary Gustave Flaubert (1821-1880) França

29 Educação Sentimental Gustave Flaubert (1821-1880) França

30 Baladas Ciganas Garcia Lorca (1898-1936) Espanha

31 Cem Anos de Solidão Garcia Marquez (1928) Colômbia

32 Amor em Tempos de Cólera Garcia Marquez (1928) Colômbia

33 A Epopeia de Gilgamesh —- Mesopotâmia

34 Fausto Goethe (1749-1832) Alemanha

35 Almas Mortas Nikolai Gogol (1809-1852) Rússia

36 The Tin Drum Günter Grass (1927) Alemanha

37 The Devil to Pay in the Backlands Guimarães Rosa (1880-1967) Brasil

38 Fome Knut Hamsun (1859-1952) Noruega

39 O Velho e o Mar Ernest Hemingway (1899-1961) U.S.A.

40 A Íliada Homero (700 D.C) Grécia

41 A Odisseia Homero (700 D.C) Grécia

42 Casa das Bonecas Henrik Ibsen (1828-1906) Noruega

43 O Livro de Job Anon (entre 600 – 400 A.C.) Israel

44 Ulisses James Joyce (1882-1941) Irlanda

45 História Completas Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa

46 A Metamorfose Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa

47 O Castelo Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa

48 The Recognition of Sakuntala Kalidasa (400 A.C.) Índia

49 O Som da Montanha Yasunari Kawabata (1899-1972) Japão

50 Zorba, o Grego Nikos Kazantzakis (1883-1957) Grêcia

51 Filhos e Amantes D.H. Lawrence (1885-1930) Inglaterra

52 Independent People Halidor Laxness (1902-1998) Islândia

53 Poemas Completos Giacomo Leopardi (1798-1837) Itália

54 The Golden Notebook Doris Lessing (1919) Inglaterra

55 Pipi das Meias Altas Astrid Lindgren (1907-2002) Suécia

56 Diário da Loucura e Outras Histórias Lu Xun (1881-1936) China

57 Mahabharata Anon (500 A.C.) Indía

58 Filhos de Gebelawi Naguib Mahfouz (1911) Egipto

59 Os Buddenbrooks Thomas Mann (1875-1955) Alemanha

60 A Montanha Mágica Thomas Mann (1875-1955) Alemanha

61 Moby Dick Herman Melville (1819-1891) U.S.A.

62 Três Ensaios Michel de Montaigne (1532-1592) França

63 História Elsa Morante (1918-1985) Itália

64 Amada Toni Morrison (1931) U.S.A.

65 A História de Genji Murasaki Shikibu Japão

66 Homem sem Qualidades Robert Musil (1880-1942) Austria

67 Lolita Nabokov (1899-1977) Rússia

68 A Saga de Njal (1300) Islândia

69 1984 George Orwell (1903-1950) Inglaterra

70 Metamorfoses Ovid (43 A.C.) Itália

71 O Livro do Desassossego Fernando Pessoa (1888-1935) Portugal

72 Histórias Extraordinárias Edgar Allan Poe (1809-1849) U.S.A

73 Em Busca do Tempo Perdido Marcel Proust (1871-1922) França

74 Gargantua e Pantagruel François Rabelais (1495-1553) França

75 Pedro Paramo Juan Rulfo (1918-1986) México

76 The Mathnawi Jalalu’I-Din Rumi (1207-1273) Irão

77 Os Filhos da Meia-Noite Salman Rushdie (1947) Indía

78 The Boston of Saadi (The Orchardi) Sheikh Saadi of Shiraz (1200-

1292) Irão

79 A Season of Migration to the North Tayeb Salih (1929) Sudão

80 Memorial do Convento José Saramago (1922) Portugal

81 Hamlet William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra

82 Rei Lear William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra

83 Othello William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra

84 Rei Édipo Sophocles (496-406 A.C.) Grécia

85 Vermelho e o Negro Stendhal (1783-1842) França

86 Vida e Opiniões de Tristam Shandy Laurence Sterne (1713-1768) Irlanda

87 A Consciência de Zeno Italo Svevo (1861-1928) Itália

88 As Viagens de Gulliver Jonathan Swift (1667-1745) Irlanda

89 Guerra e Paz Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia

90 Anna Karenina Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia

91 A Morte de Ivan Ilich Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia

92 Contos Escolhidos Anton Chekhov (1860-1904) Rússia

93 As Mil e Uma Noites (700-1500)

94 As Aventuras de Huckleberry Finn Mark Twain (1835-1910) U.S.A.

95 Ramayana Valmiki (300 A.C.) India

96 A Eneida Virgílio (70-19 A.C.) Itália

97 Folhas de Erva Walt Whitman (1819-1892) U.S.A.

98 Mrs. Dalloway Virginia Wolf (1882-1941) Inglaterra

99 A Casa Assombrada Virginia Wolf (1882-1941) Inglaterra

100 Memórias de Adriano Marguerite Yourcenar (1903-1987) Bélgica

 

Juliana Souza

Duplipensar


69º melhor livro de todos os tempos

O BRILHANTE GEORGE ORWELL, LIVRO 1984

Amei a forma como  George Orwell expôs a ideia de Sociedade Vigiada.

 

Lema do Ingsoc:

“Guerra é paz, Liberdade é escravidão, Ignorância é força.”

Para quem leu: Quando O’Brien deu o livro de Goldstein (que falava sobre a possível “fraternidade”) para Winston, realmente acreditei que  pudesse existir uma saída e que os proles tinham alguma chance de vencer o Partido, e a explicação de cada parte do lema do Ingsoc me fez ver que algumas coisas realmente faziam sentido.

Se não pensarmos no ser-humano como um ser com sentimentos e objetivos, e assim fizermos uma analogia sobre a exposição dos lemas do Partido através do ‘livro’, como controle das pessoas para um bem maior, faz todo o sentido do mundo deixar o Poder nas mãos de alguém frio e calculista que trata todos como máquinas. Desta forma posso fazer uma ligação com o filme Equilibrium que mostra exatamante isso.

Este inteligente livro fez com que eu embarcasse na loucura de Orwell e até mesmo admirasse o Grande Irmão, uma vez que, por mais que resistamos a algumas situações, acabamos nos rendendo a quem pode mais.

Talvez esteja sendo muita psicopatia da minha parte dizer que tem fundamento a forma como eram tratados os proles e  integrantes do Partido, mas agora voltando ao mundo real: Quem controla o passado, controla o futuro? Quem controla o presente, controla o passado?

A resposta é sim, e sabe por quê?

Como disse o Grupo Mercúrio em sua apresentação “O Quarto Poder”: A Mídia controla, domina, manda!

É  a Mídia que controla tudo, e nós não vivemos sem ela. Ter senso crítico é bom para não ficar alienado, mas como disse acima, acabamos nos rendendo a quem tem mais poder. Ela controla a cultura, controla a opinião da grande massa e se tentarmos fugir disso, seremos excluídos da sociedade.

É o Duplipensar contemporâneo! Saber que somos controlados, mas não podermos acabar com isso, e ter que aceitar que as coisas sucedem desta forma.

Quem controla o passado, controla o futuro.

Quem controla o presente, controla o passado.

 Juliana Souza

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