Para que serve a comunicação? “José Saramago” – Texto na íntegra e comentário crítico


Para que serve a comunicação?

José Saramago – Escritor português. Prêmio Nobel de Literatura de 1998.

As novas tecnologias da comunicação multiplicam de modo excepcional a quantidade de informações disponíveis. Isso é ao mesmo tempo fascinante e inquietante. Fascinante porque se nota que transformações muito positivas, em matéria de educação e formação, estão ao alcance da mão. Inquietante porque tudo isso mostra um mundo sobre o qual pairam as ameaças de desumanização e de manipulação.

Um grande filósofo espanhol do século XIX, Francisco Goya, mais conhecido como pintor, escreveu um dia: “O sonho da razão engendra monstros”.

No momento em que explodem as tecnologias da comunicação, nós podemos perguntar se elas não estão a caminho de engendrar monstros de um novo tipo. Certo, essas novas tecnologias são elas mesmas o fruto da reflexão, da razão. Mas se trata de uma razão desperta, no verdadeiro sentido da palavra, isto é, atenta, vigilante, crítica, obstinadamente crítica?

Ou se trata de uma razão sonolenta, adormecida, que no momento de inventar, criar, imaginar e criar, imagina efetivamente monstros?

Ao final do século XIX, quando a ferrovia se impôs como um avanço em matéria de comunicação, alguns espíritos atrasados afirmavam que essa máquina era aterrorizadora e que, nos túneis, as pessoas morreriam asfixiadas.

Eles sustentavam que a uma velocidade superior a 50km/h o sangue sairia pelo nariz e pelas orelhas e que os viajantes morreriam em meio a terríveis convulsões.

Esses são os apocalípticos, os pessimistas profissionais. Duvidam sempre do progresso da razão, a qual, segundo os obscurantistas, não pode produzir nada de bom. Mesmo que eles estejam profundamente equivocados, devemos admitir que quase sempre os progressos são bons e maus ao mesmo tempo.

A Internet é uma tecnologia que não é nem boa nem má em si. Só o uso que se fará dela é que nos conduzirá a um julgamento. É por isso que a razão hoje, mais do que nunca, não pode adormecer.

Se uma pessoa recebesse em sua casa, por dia, 500 jornais do mundo inteiro, provavelmente seria considerada louca; e seria verdade, pois quem senão um louco pode se propor a ler 500 jornais por dia?

Alguns esquecem essa evidência quando se satisfazem anunciando que no futuro, graças à revolução numérica, nós poderemos receber 500 canais de televisão.

O feliz assinante dos 500 canais será inevitavelmente tomado de uma impaciência febril que nenhuma imagem poderá saciar. Ele vai se perder num labirinto vertiginoso de zapping permanente. Consumirá as imagens, mas não se informará.

Diz-se às vezes que uma imagem vale mais do que mil palavras. É falso. As imagens têm quase sempre a necessidade de um texto explicativo. Foi dito que graças às novas tecnologias nós chegaríamos no futuro à beira da comunicação total. A expressão é enganosa, ela deixa crer que atualmente a totalidade dos seres humanos do planeta possa comunicar-se.

Lamentavelmente isso não ocorre. Apenas 3% da população da Terra têm acesso a um computador: e os que utilizam a Internet são ainda menos numerosos. A imensa maioria de nossos irmãos humanos ignora até hoje a existência dessas novas tecnologias.

Neste momento eles não dispõem das conquistas elementares da velha revolução industrial: água potável, eletricidade, escola, hospital, estradas, trens, refrigeradores, automóveis etc. Se nada for feito, a atual revolução da informação passará igualmente ao largo dessas pessoas.

A informação só nos torna mais sábios se ela nos aproxima das pessoas. Assim, com a possibilidade de ter acesso, à distância, a todos os documentos dos quais necessitamos, o risco de desumanização e de ignorância aumenta.

No futuro, a chave da cultura não está na experiência e no saber, mas na atitude de buscar a informação nos múltiplos canais que oferece a Internet. Pode-se ignorar o mundo, não saber em que universo social, econômico e político se vive, e dispor de toda a informação possível.

A comunicação deixa, assim, de ser uma forma de comunhão. Como não lamentar o fim daquela comunicação real, direta, pessoa a pessoa?

Com obsessão, vê-se concretizar o cenário do pesadelo anunciado pela ficção científica: cada qual fechado em seu apartamento, isolado de tudo e de todos, na solidão mais terrível, mas ligado na Internet e em comunicação com todo o planeta. O fim do mundo material, da experiência, do contato concreto, carnal…a dissolução dos corpos.

Pouco a pouco nos sentimos tomados pela realidade virtual. Esta, apesar do que se pretende, é velha como o mundo, velha como nossos sonhos. E nossos sonhos nos conduziram a universos virtuais extraordinários, fascinantes, a continentes novos, desconhecidos, onde vivemos experiências excepcionais, de aventuras, de amores, de perigos. E às vezes a pesadelos. Contra o que nos advertiu Goya.

Sem que isso signifique entretanto o fim da imaginação, da criação e da invenção, pois por isso se paga muito bem.

É acima de tudo uma questão de ética. Qual é a ética daqueles que, como o sr. Bill Gates e Microsoft querem a todo custo ganhar a guerra das novas tecnologias para obter o maior benefício pessoal?

Qual é a ética dos raiders e dos golden boys que especulam na bolsa servindo-se dos avanços da tecnologia da comunicação para arruinar os Estados ou levar à falência centenas de empresas pelo mundo afora?

Qual é a ética dos generais do Pentágono que, aproveitando-se dos privilégios do progresso, das imagens sintéticas, programam mais eficazmente seus mísseis tomahawk para semear a morte?

Impressionada, intimidada pelo discurso modernista e tecnicista, a maioria dos cidadãos capitula. Eles aceitam adaptar-se ao novo mundo que se anuncia como inevitável. Já não fazem nada para opor-se. São passivos, inertes, cúmplices. Dão a impressão de haver renunciado. Renunciado a seus direitos e a seus deveres. Em particular, ao dever de protestar, de levantar-se, de sublevar-se.

Como se a exploração tivesse desaparecido, e a manipulação dos espíritos tivesse sido extinta.

Como se o mundo estivesse sendo governado por inocentes, e como se a comunicação tivesse se tornado subitamente um assunto de anjos.


Comentário crítico do texto “Para que serve a comunicação”, de José Saramago.

 

No texto “Para que serve a comunicação”, José Saramago expõe as fragilidades e impactos da tecnologia na sociedade contemporânea.

Apesar das facilidades em obter informação sobre os acontecimentos e novidades mundiais que a internet proporciona às pessoas, ela também as afasta e mecaniza a interação pessoal entre estas. É fato que a partir do momento que as máquinas com suas tecnologias ocupam o espaço que deveria ser das relações pessoais diretas, ocorre uma desumanização frente às situações apresentadas corriqueiramente; acontece uma falta de sensibilidade.

jose saramago para que serve a comunicacao blog juhroyalA internet modificou a forma das pessoas se relacionarem e essa virtualidade supõe além da insensibilidade, a superficialidade ao tratar as situações corriqueiras da vida. Como exemplo disto, pode-se destacar o fato de que ao invés de visitar alguém ou marcar um encontro pessoal com algum amigo, hoje é preferível fazer uma ligação, enviar uma mensagem de texto pelo aplicativo WhatsApp ou até mesmo fazer uma chamada de vídeo pelo aplicativo Skype. A relação “tête-à-tête” já não tem mais a mesma importância.

É fato que o advento das tecnologias “facilitando” a comunicação e as relações pessoais é motivada pela mudança da rotina na vida das pessoas. Nos grandes centros urbanos, metrópoles e megalópes, como é a cidade de São Paulo, é comum que os cidadãos morem longe de seus locais de trabalho e a oferta de cultura e lazer também fica distante das residências, uma vez que concentram-se nos centros. Por conta dessas motivações e mudanças, as pessoas têm menos tempo para interagir diretamente com seus entes e amigos e aderem à tecnologia como paliativo nestas relações pessoais.

A oferta apelativa de tecnologia pelos meios de comunicação também contribui para a sua rápida disseminação e aderência por parte da sociedade. Oxalá que a sociedade perceba que deve existir um equilíbrio na aceitação da tecnologia e que as relações pessoais diretas não emburreçam a ponto de desumanizarem-se.

Juliana Souza Rodrigues 

Comentário crítico proposto pela disciplina Comunicação Empresarial, Fatec – Zona Leste, 2015.

A paixão por determinada área é uma influencia para o jovem contemporâneo no momento de escolher a carreira ou existem outros fatores determinantes?


É fato que as empresas estão buscando cada vez mais colaboradores que saibam a importância de manterem-se atualizados, que saiam de uma zona de conforto onde façam apenas uma atividade específica; apenas um ofício, para dar lugar à criatividade e a interação com novas áreas. As pessoas que buscam novos desafios tem um perfil que desperta o interesse das empresas.

 

juhroyal mercado de trabalho carreira paixão jovem contemporaneoAs áreas da comunicação estão convergindo assim como o mercado de trabalho, onde não é mais possível a ligação com apenas uma área, sendo necessária uma visão holística do ambiente interno (onde se trabalha) e externo (o meio que o cerca).

Por conta disso, os jovens contemporâneos não se deixam mais levar por culturas antigas e engessadas das organizações mais tradicionais, e buscam a todo tempo a inovação em seu ambiente de trabalho, em sua carreira, nos projetos que fazem (pois hoje é muito comum que os jovens, em especial os universitários, desenvolvam algum tipo de projeto paralelo aos seus empregos formais), entre outros.

juhroyal jovem contemporaneo carreira mercado de trabalho paixão

O valor dado à esse momento de “liberdade” de escolha faz com que as pessoas que ingressam no mercado de trabalho optem por fazer o que elas realmente gostam, independente do momento do mercado (que antes era crucial e hoje é apenas uma das referências).

juhroyal jovem contemporaneo carreira mercado de trabalho paixão 2

Acredito que esse dinamismo fortalece a capacidade intelectual de cada jovem, que proporciona uma convergências das áreas e é muito saudável para as empresas.

 

Juliana Souza

 

Trabalho proposto pela disciplina online Mercado e Organização de Trabalho.

A juventude quer viver a alegria da partilha


Texto publicado também no site do Centro de Cursos de Capacitação da Juventude, disponível em: http://www.ccj.org.br/noticias.php?op=AbrirNoticia&idNot=1216

“A juventude quer viver a alegria da partilha”

Por Juliana Souza*

De 31/01 a 02/02/14 ocorreu na Casa da Juventude (CAJU) o 2º CDL 1º Nível regional, em Ermelino Matarazzo.
CDL ERMELINO MATARAZZO - juhroyal
O curso contou com 16 cursistas de várias localicalidades da Zona Leste de São Paulo, entre elas a Paróquia São Francisco de Assis e Comunidade São Tiago, ambas de Ermelino Matarazzo, Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Itaquera, Paróquia São Pedro Apóstolo – Cidade Pedro José Nunes e Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Jardim Três Marias.

CDL ERMELINO MATARAZZO - juhroyal

A troca de experiências pastorais, relações interpessoais, papel do jovem na sociedade entre outros temas, foram discutidos de forma alegre e dinâmica, além de vários relatos de jovens que disseram o quão importante o Curso de Dinâmica para Líderes seria para desenvolver e fortalecer as atividades espirituais e sociais dentro de seus grupos de jovens, visando o desafio em trabalhar a mensagem do Cristo em suas respectivas comunidades.

CDL ERMELINO MATARAZZO - juhroyal

O entusiasmo dos cursistas deu um toque todo especial nos futuros projetos a serem feitos em conjunto, desde a capacitação até as místicas, em atividades pontuais e corriqueiras pós curso. A equipe de monitoria, infraestrutura e cozinha composta por Thiago Nascimento, Juliana Martins, Juliana Souza, Caique Wilson, Maria Leticia, Alan Vinicius, Alex Scusiato, Edileuza, e, os casais Cecília e João e Marluci e Luiz ficou feliz com o bom desempenho do curso em seus três dias de duração.

CDL ERMELINO MATARAZZO - juhroyal

Nova imagem (1)

De fato, a certeza do anúncio do Reino a todas as criaturas se concretiza a cada ação como o CDL, que a exemplo dos gestos do Cristo com seus 12 apóstolos há cerca de 2014 anos, se repete hoje nas mais variadas comunidades cristãs pelo mundo.

Juliana Souza Rodrigues

Coordenadora do Grupo Renovação Jovem – Paróquia São Francisco de Assis, Ermelino Matarazzo – SP.

Monitora do 2º CDL 1º Nível – Ermelino Matarazzo.

25ª SEMANA DA JUVENTUDE – De 13 a 18 de Janeiro de 2014‏


De 13 de Janeiro a 18 de Janeiro de 2014
Igreja São Francisco de Assis, Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo, Tel: 2546.4254.
“A JUVENTUDE anuncia com esperança o Evangelho da alegria”.

25ª SEMANA DA JUVENTUDE - De 13 a 18 de Janeiro de 2014‏

13 de Janeiro, 2ª feira- O JOVEM E A FAMÍLIA.
Convidados: França e Luciene, Nivaldo e Marlene
Preparação do Salão pelos Jovens da Paróquia São Francisco de Assis – Renovação Jovem
19h Acolhida pelos Jovens da Paróquia Pedro
19h Animação dos Cânticos pela Banda Século XXI
19h30 Celebração (Palavra e Eucaristia)- Nivaldo
20h Assessoria sobre O jovem e a família
21h15 Momento de partilha do lanche pela Paróquia São Pedro

14 de Janeiro, 3ª Feira – MANIFESTAÇÕES – Redes sociais e Copa do Mundo 2014. Convidados: Danilo e Eduardo Brasileiro

Preparação do Salão pelos Jovens da Comunidade Santa Rita – JAC
19h Acolhida pelos Jovens da Comunidade Santa Rita – JAC
19h Animação dos Cânticos pela Banda Kyrie
19h30 Celebração (Palavra e Eucaristia) Aroldo Paróquia São Pedro
20h Assessoria sobre Manifestações
21h15 Momento de partilha do lanche pela Comunidade Santa Rita – JAC
15 de Janeiro, 4ª Feira – MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO SOBRE PAPEL DO JOVEM – Convidado: Prof. Waldir
Preparação do Salão pelos Jovens da Comunidade São Tiago – Missão Jovem
19h Acolhida pelos Jovens da Comunidade São Tiago – Missão Jovem
19h Animação dos Cânticos pela Banda Rei Jesus
19h30 Celebração (Palavra e Eucaristia) – Arildo Comunidade Pantanal
20h Assessoria sobre Papa Francisco
21h15 Momento de partilha do lanche pela Comunidade São Tiago – Missão Jovem
16 de Janeiro, 5ª Feira – O JOVEM E A POLÍTICA – Qual o papel e influência dos jovens nas votações? Convidado: Luis França
Preparação do Salão pelos Jovens da Paróquia São Francisco de Assis – Renovação Jovem
19h Acolhida pelos Jovens da Paróquia São Francisco de Assis – Renovação Jovem
19h Animação dos Cânticos pela Banda Renovação Jovem
19h30 Celebração (Palavra e Eucaristia)- Simone
20h Assessoria sobre o jovem e a política
21h15 Momento de partilha do lanche pela Paróquia São Francisco de Assis – Renovação Jovem
17 de Janeiro, 6ª Feira – OS SACRAMENTOS na Igreja e na Vida do Povo de Deus. Convidado: Caique
Preparação do Salão pelos Jovens da Paróquia São Francisco de Assis e comunidades
19h Acolhida pelos Jovens da Paróquia São Francisco de Assis e comunidades
19h Animação dos Cânticos Margarete e Vagner
19h30 Celebração (Palavra e Eucaristia) Caique
20h Assessoria sobre Sacramentos
21h15 Momento de partilha do lanche pela Paróquia São Francisco de Assis e comunidades
18 de Janeiro, Sábado, 19h30 – CONFRATERNIZAÇÃO DA JUVENTUDE – Banda AETERNUM DEI
CONFIRA a página do Grupo Renovação Jovem nas redes sociais! Acesse:www.facebook.com/rj.ermelino
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2013 in review


The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

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Os conhecimentos presentes no dia-a-dia: senso comum, teológico, filosófico e científico


Entre os conhecimentos que o ser humano produz, tentando explicar, dar sentido e compreender o mundo, destacam-se quatro tipos: o senso comum,  o teológico (religioso),  o conhecimento filosófico e  o conhecimento científico, conforme estão exemplificados abaixo:
  • senso comum – o senso comum diz respeito aos conhecimentos que as pessoas obtém com as suas experiências em sociedade. Como exemplo deste tipo de conhecimento temos as que são passadas pelas gerações sobre chás e ervas medicinais, que mesmo sem a comprovação científica, são utilizados por serem o senso comum da população. Tem-se outros exemplos: colocar uma moeda no umbigo de um recém-nascido para que ele não fique para fora ou até mesmo quando alguém deixa cair em casa uma colher no chão e acredita-se que logo em seguida chegará uma mulher.
SENSO COMUM juhroyal chapreto
  • teológico – quando uma pessoa participa de culto religioso ou acredita ter sido curada de alguma doença pelo deus de sua religião, o que até então a ciência dizia ser impossível, se trata do conhecimento teológico que é movido pela fé, e assim como o senso comum, não é baseado na ciência.

teologia da libertação juhroyal

  • filosófico – os conceitos filosóficos estão presentes nas concepções de ética e moral e como a sociedade se organiza através destes conceitos. Quando uma pessoa participa de um seminário filosófico discutindo sobre a construção do pensamento humano, significa que além da discussão, ela está refletindo sobre a sua realidade e o modo como as pessoas vivem.
FILOSOFIA juhroyal
  • científico – tem-se como exemplo deste tipo de conhecimento o fato de um universitário se propor a fazer uma “iniciação científica” na sua área de atuação, analisando como as suas variáveis de estudo influenciam e se manifestam na sociedade, explanando sobre um tema com base em outros estudos científicos, e em alguns casos, propondo formas de sanar o problema reconhecido com a pesquisa desta sua iniciação científica.

Homem vitruviano Leonardo Da Vinci juhroyal

 Trabalho proposto pela disciplina online Metodologia de Pesquisa – Universidade Cruzeiro do Sul
Juliana Souza Rodrigues

As teorias antropológicas da cultura: Evolucionismo, Difusionismo, Funcionalismo e Estruturalismo


As teorias antropológicas da cultura nos auxiliam no entendimento das mais diferentes formas de manifestação cultural do ser humano, no meio em que vivem. Dentre as teorias culturais, vista à luz dos antropólogos temos o Evolucionismo, o Difusionismo, o Funcionalismo e o Estruturalismo.

Marcada pelo sentimento imperialista europeu, tivemos o que chamam de monogeísta, que considerava que existia uma evolução pela qual o homem deveria passar, no caso, o homem primitivo deveria chegar ao status de evoluído.

Em contrapartida, a poligenia defendia que existiam várias formas de evolução, mas não de forma autoritária que supunha que uma deveria se render à outra, mas que cada lugar tinha suas diferentes formas de agir, em diferentes locais, com diferentes visões, sem submissão. Tanto a monogeísta,como a poligenia estão no âmbito do Evolucionismo.

 As teorias antropológicas da cultura Evolucionismo, Difusionismo, Funcionalismo e Estruturalismo

Já o Difusionismo veio para contrariar as idéias de Darwin e seu Evolucionismo, época em que houve uma grande tensão na Europa por conta destas questões.

Considero que a teoria Relativista, ainda dentro do Difusionismo e voltada à ele, foi um alívio para os pensadores, pois Franz Boas conseguiu mesclar as duas teorias anteriores propondo que “o mesmo fenômeno tem sentidos variados em cada cultura”.

No Funcionalismo, os antropólogos pregavam a queda do evolucionismo e o detrimento do eurocentrismo. Nesta corrente, os estudiosos defendiam que as necessidades biológicas determinavam as necessidades culturais do homem, deixando também de lado a “superioridade” dos valores europeus, não tendo preconceito com os outros povos e suas culturas.

Noto no Estruturalismo uma excelente resposta às demais teorias, que apesar de suas diferentes abordagens e pontos de vista, conseguiu fazer uma grande revolução na antropologia. O grande nome dessa corrente foi Levi-Strauss, que estudou os povos indígenas do Brasil.

Ele propôs o termo “pensamento selvagem” defendendo que cada homem, seja qual for a sua cultura, o tem. Observo que sua teoria põe o dito homem primitivo no mesmo patamar do evoluído, o que diz respeito às questões mentais, pois ambos têm o mesmo pensamento incutido.

Por fim, trago a minha observação quanto à evolução das teorias da cultura do ponto de vista da antropologia, que de uma visão monárquica, que colocava uma cultura como submissa de outra (nos estudos do Evolucionismo monogeísta), passou por uma grande reforma chegando ao Estruturalismo, que fala que as tribos primitivas e a sociedade moderna são diferentes, mas nenhuma é superior e ambas tem mesma capacidade intelectual, rompendo com o preconceito.

Trabalho proposto pela disciplina online Diversidade Étnico-Cultural – Universidade Cruzeiro do Sul

Juliana Souza Rodrigues

Os problemas das grandes cidades


Uma das duas correntes da etnografia urbana estuda as crises decorrentes do crescimento não planejado das metrópoles. Dentre os temas frequentes está o caos no transporte público, na saúde, falta de saneamento básico e a crescente desigualdade.

Explanando os temas, existe uma demanda muito grande de pessoas que necessitam de transporte público, mas o estado não consegue atendê-la gerando trânsito de carros e superlotação nos ônibus, trens e metrôs da cidade. Além do transporte, a saúde também não consegue atender a população das metrópoles e megalopes, causando grande desconforto e indignação nas pessoas que não conseguem nem ter atendimento básico. A desigualdade se instaura quando o Estado não consegue atender as necessidades básicas da sociedade e quem tem mais dinheiro consegue bancar esses serviços e supri-los.

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Ou seja, o serviço que deveria ser oferecido sem custo para todos, tem que ser custeado novamente (uma vez os impostos não estão sendo utilizados devidamente, caso contrário, não seria necessário pagar pelos serviços particulares). Logo, o grande problema das grandes cidades é que falta de qualidade de vida, pois as pessoas trabalham longe, utilizam os precários serviços públicos, não tem áreas de lazer na cidade, o que causa um verdadeiro colapso em suas vidas.

Trabalho proposto pela disciplina online Diversidade Étnico-Cultural – Universidade Cruzeiro do Sul

Juliana Souza

Papa Bento XVI renuncia ao pontificado


Leia íntegra do anúncio de renúncia do Papa Bento XVI

Vaticano afirma que pontífice deve deixa o cargo no dia 28 de fevereiro

 

VATICANO – O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira, 11, que vai renunciar ao cargo. Leia a íntegra do anúncio do pontífice, publicada pela Rádio Vaticano:

“Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando.

Pope Celebrates Solemnity Of The Epiphany

Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20h, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.”

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,leia-integra-do-anuncio-de-renuncia-do-papa-bento-xvi,995197,0.htm

Expressões de arte


 

Cada um com a sua expressão!

 

Imagem

Juliana Souza

 

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